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terça-feira, 31 de maio de 2011

A Prisioneira do Castelo - Ruth Langan


Quase não escrevo a resenha. E logo de uma autora que eu AMO. Já decidi que este é um dos meus livros favoritos dela, junto com um de piratas... sim, eu sei que não era esse o livro que estava na minha lista da maratona, mas esse era o primeira da série, e o da maratona o segundo, e apesar de já estar lendo-o, não consegui terminar a tempo.... 


A PRISIONEIRA DO CASTELO – RUTH LANGAN 

“- Não sou tão corajosa assim. Ficará aqui comigo? Não mandará ninguém mais tomar conta de mim? 
- Deseja que eu fique? 
- Sim – ela pediu, segurando a mão de Brice. 
Ele olhou-a desconcertado. Naquele momento moveria céus e terras para dar a marjorie o que ela lhe pedisse. 
- Ficarei junto de você. Durma tranqüila. 
 - A noite toda? 
- A noite toda.” (página 82) 



Ficha do Livro:

Título: A Prisioneira do Castelo
Original: Highland Barbarian
Autor: Ruth Langan
Editora: Nova Cultural
Ano: 1990
Tipo: banca
Linha do Tempo: Histórico
Protagonistas: Marjorie MacAlpin e Brice Campbell

Sinopse:

O Bárbaro das Terras Altas voltou para espalhar o terror numa Escócia já saturada de infindáveis conflitos. Alegando uma questão de honra, arrebatou do altar uma nobre escocesa, fazendo-a prisioneira em seu castelo envolto em brumas.
As batalhas que roubavam a paz de seu povo era uma agoniante realidade para Marjory MacAlpin. Mas agora intrigava-a por que justamente ela fora escolhida como alvo de vingança por aquele homem lendário por sua crueldade. Com que direito ele falava em honra, arrancando-a dos braços do marido? Por que a rainha Mary Stuart aprovava esse ato de vandalismo? 
Eu não sei o que dizer desse livro. Eu amei demais essa leitura. Brice é simplesmente apaixonante. 

Brice seqüestra Marjorie como vingança contra um clã inimigo. Mas ele logo percebe que ela não tem nada a ver com que está difamando seu nome, muito pelo contrário, a mesma pessoa quer destruir os MacAlpin. Deste modo, ele só não a deixa voltar para seu castelo para sua proteção. 

Ele logo se apaixona por ela. E ela por ele. 
O romance foi quase simples. Mas tão lindo e verdadeiro. A história me emocionou. Nada de mentiras, intrigas entre um e outro. Eles eram sinceros. Foi fofo!!!! 

Adorei a Marjorie, e o fato de ser ela a chefe do clã. Uma mulher, yea!!! Ela é forte, sabe o que quer, e não aceita ficar esperando pelo príncipe encantado resgatar ela, ela mesmo se resgata de todos as furadas que cai e perigos que enfrenta. Mesmo quando Brice está apenas alguns passos atrás. E sim, logo que ela é capturada por Brice, e ainda não o conhece, além de sua reputação como Bárbaro das Terras Altas, Marjorie o enfrenta, não se submete, e tenta fugir. Diversas vezes. 

A resenha está curta, e não por falta do que dizer, mas justamente para não dizer demais e estragar o livro, que é uma delícia. 

E já estou lendo a continuação..... 

Série Highlands/MacAlpin

1 – Highland Barbarian – A Prisioneira do Castelo – Brice Campbell e Marjorie MacAlpin 

2 – Highland Heather – Uma Rebelde na Corte – Morgan Grey e Brenna MacAlpin 

3 – Highland Fire – A Prisioneira do Esquecimento – Kieran O’Mara e Megan MacAlpin 

4 – Highland Heart – não publicado na Brasil – Jamie MacDonal e Lindsey Gordon 

5 – The Highlander – Guerreiro Amante – Dillon Campbell e Leonora Waltham 

6 – Highland Heaven – O Inimigo – Shaw Campbell e Merritt Lamont

terça-feira, 26 de abril de 2011

Maratona de Banca - Abril



Humm... um livrinho de sheiks na maratona... Gostei da idéia...

NAS AREIAS DO DESERTO – SUSAN MALLERY

“Sou Kardal, o Príncipe dos Ladrões. Não cometo erros.” (página 206) 




Ficha do Livro:


Título: Nas Areias do Deserto
Original: The Sheik and the Runaway Princess
Autor: Susan Mallery
Editora: Nova Cultural
Ano: 2001/2002
Tipo: banca
Linha do Tempo: Contemporâneo
Protagonistas: Sabrina Johnson e Kardal Khan


Sinopse:
ELE RAPTOU UMA PRINCESA... E ENCONTROU O AMOR!
A princesa Sabra sabia que não devia reagir com tanta paixão ao toque do príncipe Kardal Khan. Afinal, ele a raptara!
Ela bem que tentou disfarçar a atração que sentira desde o primeiro momento por aquele homem. Mas seu corpo se atrevia a traí-la reagindo tão intensamente ao toque do príncipe Kardal Khan. Como podia se sentir tão protegida nos braços de seu captor? Tudo que ela, uma princesa solitária, havia desejado era alguém que a amasse... mas apaixonar-se pelo sheik sensual que a tomara como sua escrava era demais!
Embora fosse o príncipe da Cidade dos Ladrões, Kardal Khan não estava roubando a princesa que resgatara do deserto. Estava apenas tomando o que, por direito, já era seu.
Porque, ainda que Sabra não soubesse, ela fora prometida a ele em casamento!

O que dizer? 
Esse sheik era um sheik de verdade. Com várias idéias retrógradas sobre o papel da mulher e do homem na sociedade. Com opiniões preconcebidas sobre a princesa. Enfim. Um ogro. E um príncipe. Ou melhor, o Príncipe dos Ladrões, da lendária Cidade dos Ladrões, escondida no meio do deserto. 
A nossa princesa é uma princesinha criada entre o ocidente e o oriente, por pais que não ligavam a mínima para ela. 
Ela se rebela, eles se encontram e faíscas surgem. 

Vamos do começo. 

Sabrina, ou melhor princesa Sabra da Bahania não está feliz com o fato que seu pai, o rei, a prometeu em casamento a um príncipe qualquer. Um pai que nunca lhe deu atenção, e que sempre a menosprezou. É sério! Não tem como não ter muita raiva do pai dela. 

Bem, Sabrina, como ela prefere ser chamada, resolve fugir para encontrar a famosa e lendária Cidade dos Ladrões, no meio do caminho ela se perde e é encontrada por nômades que estão no deserto e a “capturam”. O líder desses nômades não é ninguém menos do que o Príncipe dos Ladrões. E que resolve fazer de Sabrina sua escrava, só para “mostrar o lugar dela”. Ora! O que acontece? Sabrina tinha sido prometida para ele em casamento e Kardal não estava nada feliz com o acordo, por causa das coisas que o pai dela disse, e do que os tablóides e revistas sensacionalistas gostavam de imprimir. Então Kardal resolve fazer um teste e ver se conseguiria “domar” a princesa, e só então falaria para ela de que eram prometidos e algo assim. 

Ou seja, aqui nós conhecemos um sheik absolutamente machista, que acredita que o papel de uma mulher é obedecer o marido, que homens não amam, que o amor é uma invenção das mulheres. E ele faz de tudo para humilhar a princesa. 

Mas o livro é ótimo. 
Por quê? 
Ora, porque! Porque Sabrina não leva desafora para casa. Ao contrário das mocinhas de Diana Palmer que são umas bocós, Sabrina sabe o que quer, é inteligente, e não tem medo de expressar suas opiniões, ou mesmo de atacar o príncipe com uma faca. 

Claro, eu teria demorado um pouco mais para ficar amiga dele, mas o romance acontece aos poucos, não a atração sexual, essa está ali desde o começo, mas o gostar mútuo não é de uma hora para a outra. Tem desenvolvimento. 
Eu me apaixonei pela história, porque os personagens não são fracos. Eles têm suas fraquezas, mas são muito orgulhosos para demonstrarem, eles brigam e discutem, mas tentam entender o outro. Inclusive nosso sheik, apesar dele ser um tanto lento neste aspecto. A história tem cenas sexy, mas não vou dizer realmente hot, porque não são. 
Uma coisa que me incomodou um pouco foi a inocência da Sabrina. Ok, você é virgem, eu entendo. Mas você cresceu nos EUA, no mínimo saber o que acontece você saberia! 

Mas a história é ótima, super recomendo! Esse sheik não me decepcionou! 

Série Desert Rogues


1 – The Sheik’s Kidnapped Bride – Casamento Ardente – Khalil Khan e Dora Nelson 
2 – The Sheik’s Arranged Marriage – Sob o Sol do Deserto – Jamal Khan e Heidi McKinley 
3 – The Sheik’s Secret Bride – não publicado no Brasil – Malik Khan e Liana Archer 
4 – The Sheik and The Runaway Princess – Nas Areias do Deserto – Kardal Khan e Sabrina Jonhson 
5 – The Sheik and The Virgin Princess – Tentação no Deserto – Rafe Stryker e Zara Paxton 
6 – The Prince and The Pregnant Princess – não publicado no Brasil – Sadik e Cleo Wilson 
7 – The Sheik and The Princess in Waiting – não publicado no Brasil – Reyhan e Emma 
8 – The Sheik and The Princess Bride – não publicado no Brasil – Jefri e Billie Van Horn 
9 – The Sheik and The Bride Who Said No – não publicado no Brasil – Murat e Daphne Snowden 
10 – The Sheik and The Virgin Secretary – não publicado no Brasil – Rafiq e … 
11 – The Sheik and The Christmas Bride – não publicado no Brasil – As’ad e Kayleen 
12 – The Sheik and The Pregnant Bride – não publicado no Brasil – Qadir e Maggie 
13 – The Sheik and The Bought Bride – não publicado no Brasil – Kateb e Victoria 



quinta-feira, 31 de março de 2011

Maratona de Banca - Nem Tudo é Perfeito

 E começou a Maratona mais uma vez!!! Adorei os temas deste ano. E março começou com um dos favoritos... Mocinhos não perfeitos... yummmy...



O que querem que eu diga? Que o mundo parou? Que as estrelas explodiram e se converteram em supernovas? Não foi assim.” (página 18)



Ficha do Livro:

Título: O Homem Por Trás da Máscara
Original: The Man Behind The Mask
Autor: Christine Rimmer
Editora: Harlequin Books
Ano: 2004/2005
Tipo: banca
Linha do Tempo: Contemporâneo
Protagonistas: Dulcie Samples e Príncipe Valbrand


Sinopse:
Após ter o rosto desfigurado devido a uma tentativa de assassinato, um véu de sombra cai sobre as faces do príncipe Valbrand, e ele passa a usar uma máscara. Porém, bastou olhar a encantadora Dulcie Samples para a luz voltar ao semblante de um homem marcado pelo desejo de vingança. Mas será que Dulcie seria capaz de enxergar mais do que um rosto desfigurado? Ela estava certa disso, e também de que o mascarado era o homem de sua vida Só que antes tinha de convencê-lo que possuía a chave para seu reino e, acima de tudo, para seu coração.

O Homem Por Trás da Máscara cumpre perfeitamente o tema deste mês da Maratona. O príncipe Valbrand tem cicatrizes, tanto físicas quanto emocionais. Metade do seu rosto foi queimado. É o clássico caso do herói super lindogostosoetudodebom que era arrogante, mas por um desígnio do destino fica desfigurado. Além da trama clássica de um príncipe apaixonando-se por uma plebéia, americana, é claro...

Christine Rimmer, com este livro, fecha a série Viking Brides, que aqui no Brasil só foi publicado o último livro mesmo. Ou seja, a trama já estava em andamento, os bandidos que eles capturam, eles já tentavam descobrir desde antes. (Eu ainda não consegui os outros livros para ler). E mundo que estamos também já deveria nos ser mais conhecido, Gulandria, um país ilha de origem viking, próximo da Noruega e Islândia. 

A história é muito fofa e sexy. E Dulcie é uma ótima narradora, oops, esqueci de dizer que o livro é contado em primeira pessoa, tanto pela Dulcie, quanto pelo Valbrand, ou seja, sabemos o que eles pensam. E eu nunca me identifiquei tanto com um personagem quanto com a Dulcie.
Mas amor à primeira vista? Eu não acredito. Atração à primeira vista? Com certeza, mas amor? Além do mais, ele não é o homem mais bonito do mundo, para ela enxergar ele e apaixonar-se. 

Mas apesar da história ser bem legal, os pontos de vista serem muito interessantes, a narração deixa a desejar. Ou talvez a tradução. Afinal, ainda não consegui nem um e-book dos originais para ter certeza. A leitura não era fluida, a história conquista, a tradução afasta. E nem falo de edições ou cortes, falo na escrita mesmo.
A história tem romance, tem mistério, tem seus momentos hot, mas não é fluida. Outra coisa, o final deixou muito a desejar, e quando digo final, quero dizer o último capítulo. Parece-me que os dois personagens ficaram loucos. Foi horrível, totalmente anticlímax. 

Eu achei muito interessante este livro, por diversos motivos. Adoro quando as autoras criam países novos, só para botar uma família real no meio. Adoro mocinhos com cicatrizes. E achei incrível esse mocinho, essa história, ser atual. Quero dizer, ela tinha tudo para ser um histórico, mas ficou ótima sendo contemporânea.

Enfim, eu indico o livro pela história e pelos personagens, inclusive os coadjuvantes, que são incríveis também (o que me deixou ainda mais curiosa para ler os outros livros). Mas tenho dito que a tradução não é muito boa.

Além do mais, neste tema, gosto muito mais de “A Bela e o Barão” e “Uma Mulher de Coragem”, entre outros.


Série Viking Brides:

1 - The Reluctant Princess (não publicado no Brasil) - Elli Thorson e Hauk FitzWyborn
2 - Prince and Future... Dad? (não publicado no Brasil) - Liv Thorson e Finn Danelaw
3 - The Marriage Medallion (não publicado no Brasil) - Brit Thorson e Eric Greyfell
4 - The Man Behind The Mask (O Homem Por Trás da Máscara) - Dulcie Samples e Valbrand Thorson

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Maratona de Banca - Fevereiro (Estrangeiros)



Último livro da Maratona de Banca 2010!!! Péssima escolha, mas tudo bem. Aguardem que até o final do mês postarei a minha lista para a Maratona 2011!!! Vamos todos participar! Os temas desta vez são ainda melhores! Mas agora, a resenha...

UM MAGNATA ESPANHOL - JACQUELINE BAIRD






Ficha do Livro:

Título: Um Magnata Espanhol
Original: At The Spaniard’s Pleasure
Autor: Jacqueline Baird
Editora: Nova Cultural
Ano: 2003
Tipo: banca
Linha do Tempo: Contemporâneo
Protagonistas: Nick Menendez e Liza Summers


Sinopse:

“Eu a protegerei, minha deusa!” Quando Nick Menedez descobriu que a linda Liza Sumemres era uma das principais suspeitas de roubo de diamante, o magnata espanhol, especialista em segurança, resolveu cuidar pessoalmente do caso e manter Liza sob sua custódia! Afinal não podia deixar aquela delicada mulher a mercê dos perigos daquele caso... Então decidiu que o jeito mais simples de esconder a verdade e ainda protegê-la seria levá-la para a casa dele. Ou melhor, para a cama dele! E Mantê-la lá até que estivesse totalmente envolvida... e apaixonada por Nick!


Sem muito que falar deste livro. Não gostei. Ele não é ruim. Mas não é bom. Os personagens não cativaram. Teve várias vezes que eu pensei “e se..” e consegui imaginar uma história melhor. 
Nick não é um cara lá muito legal, me lembrou um pouco os “heróis” de Diana Palmer, mais velho que a mocinha, conhecia ela fazia tempo, hipermegaultrarico, um real magnata. E que de forma alguma confia em Liza, a mocinha. Ela também de certa forma lembra as heroínas de Palmer, com sua inocência (não, ela não é virgem, mas quase isso), e por ser apaixonada por Nick desde criança-adolescente. 

Eu admito que sou um tanto rancorosa, esse negócio de forgive and forget não funciona muito bem para mim, mas sei que sou errada, e que deveríamos sempre perdoar. Mas tudo tem um limite, né? 
Quando Liza tinha 16 anos, Nick, com seus 10 anos a mais, a pegou beijando, eu repito, beijando um outro carinha, e fez uma cena horrível, inclusive chamando ela de prostituta. Por favor, ela estava beijando o cara, não estava fazendo sexo num monte de feno! 
Outra coisa, nesse livro meio que tudo se resume a sexo. Mas também não posso chamá-lo de hot. Mas Nick só queria saber de transar com Liza. Quase dez anos depois do último encontro deles, ele continuava acreditando que ela era uma mulher promíscua, além de acreditar que ela era uma ladra de diamantes. Tratava ela mal, e só pensava em levar ela para a cama, e conseguia, diga-se de passagem. 
E Liza sofria. Blergh! Toma jeito! Ou tu quer transar com o cara porque ele é gostoso, mas sabendo que ele não quer nada mais, ou tu vai embora! Esse sofrimento todo era desnecessário. 
Além disso, pelo tema ser Estrangeiros, não senti nada tão estrangeiro nele. Estava esperando um espanhol super sexy, mas ele era um homem de negócios, sexy, com certeza, mas nada diferente por ele ser espanhol. 

Decepcionante.

PS: Não percam em março, o primeiro livro da Maratona de Banca 2011!!!!

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Kinley MacGregor's Coração Pirata

“[...] é um desafio. Eu terei seu coração antes que você possua meu corpo.” (pág 61)


Ficha do Livro: 

Título: Coração Pirata
Original: Master of Seduction
Autor: Kinley MacGregor
Editora: Nova Cultural
Ano: 2000/2006
Tipo: de banca
Linha do Tempo: histórico
Protagonistas: Jack Rhys e Lori Dupree


Sinopse:

Jack nunca havia se deparado com um navio que não pudesse abordar ou com uma mulher que não se rendesse aos seus encantos... até se defrontar com Lorelei Dupree, que era tão graciosa quanto atrevida, a ponto de ameaçar levá-lo à justiça.
Lorelei tinha seus motivos para querer acabar com a arrogância de Jack Rhys, o notório pirata de quem seu noivo desejava se vingar. Mas quando Jack escapou à armadilha que ela cuidadosamente lhe preparara, Lorelei viu-se arrebatada pelo irresistível poder de sedução daquele homem. Agora Jack teria de enfrentar o único perigo para o qual não estava preparado, pois embora tivesse conquistado inúmeros corações, ele jamais imaginara encontrar uma mulher capaz de sem o menor esforço, roubar o seu. 

Lori é uma mulher a frente de seu tempo. Tem opinião própria e não tem medo de dividi-la com ninguém. Ela acredita que pode dominar qualquer homem à sua vontade, e até então foi exatamente assim que aconteceu. Um tanto (ou muito) mimada pelo pai. 

Jack é mais conhecido como Terrível Jack Rhys (em inglês, Black Jack), o pirata mais terrível e cruel a singrar os sete mares. Mas não é só isso, as mulheres que já cruzaram seu caminho tem outra coisa a dizer: o homem mais viril que já conheceram. 

E quando Jack e Lori se encontram, voam faíscas para todos os lados (em ambos primeiros encontros). No começo, ela detesta ele, e tudo o que ele representa, ainda mais por ter sido seqüestrada para Jack poder se vingar do noivo dela, que é oficial da marinha. 

Lori não é do tipo donzela indefesa, sua língua é ferina e ela sabe o que quer, como mostra essa cena: 
- Admita, amor... Você me acha irresistível. 
- Acho você irritante, Jack Rhys. Seu camarote deve ser do tamanho de um salão de baile para acomodar você e seu ego. 
Ele explodiu em uma gargalhada, depois declarou: 
- É grande o bastante para acomodar nós três. E a minha cama... (pág 58) 
Além do mais, Lori é neta da famosa pirata Anne Boney, que a ensinou muita coisa, de como manejar uma espada a como lidar com os homens. Para quem não sabe, Anne Boney realmente existiu, e foi uma pirata, que conseguiu escapar da forca por estar grávida. 

Depois de um tempo no navio do pirata, Lori começa a conhecer o verdadeiro Jack, que é atencioso, que se preocupa com a tripulação, que tem um filho que o idolatra. Um pirata que cita Shakespeare e que cuida do bem estar dela. Afinal, ele nunca prometeu amor eterno para ela, foi sincero desde o princípio dizendo que queria levá-la para cama, e fazê-la gritar seu nome. 

Eu amei esse livro. É um dos meus livros de banca favoritos. A história é ótima, cheia de aventura e romance e comédia, com cenas muito engraçadas, além das conversas sagazes entre os personagens. Jack e Lori são apaixonantes, definitivamente não são perfeitos, mas foram feitos um para o outro. 

Coração Pirata é um livro sexy, repleto de inuendos, mas não é hot, o que eu imaginava que seria dado o clima inicial da história, e do desafio que ela propôs a Jack. Mas a leitura não perde em nada, o modo como foi escrito o romance dos dois é lindo, inclusive o final. 

Outra coisa muito legal é como mostram que as coisas nem sempre são o que parecem. Um pirata não é automaticamente mau por ser pirata, e oficiais da marinha não são automaticamente bons por representarem a lei. 

Amei e recomendo. E agora estou correndo atrás do outro livro da série, que infelizmente foi publicado em um Julia Histórico, e que não consigo encontrar nos sebos. 

Ah! E para quem não sabe, Kinley MacGregor é o pseudônimo da autora Sherrilyn Kenyon, conhecida pela sua série Dark-Hunters (que não foi publicada aqui no Brasil ainda). 


Destaques (cuidando para não citar o livro todo): Jack lendo na cabine dele (tive de me conter para não gritar). A cena da Lori pintando Jack com ele desacordado (sem maiores detalhes para não estragar a leitura) eu ri demais com essa cena. E o pedido de casamento, que foi extremamente romântico, mas com o jeito de Jack e Lori. 

Termino dizendo que gostaria de ser raptada por um pirata como Jack e levada para o navio dele. 


Série Sea Wolves

1 – Coração Pirata (Master of Seduction) – Jack Rhys e Lori Dupree 
2 – O Lobo do Mar (A Pirate of Her Own) – Morgan Drake e Serenity James 
3 – Antologia All I Want For Christmas (não publicado no Brasil) – O’Connell e Catherine (esse livro não faz parte da série, é apenas relacionado, como não li, não posso falar o quão importante ele é para a série). 




Mais uma resenha para o Desafio de Férias, promovido pela Pâm, do blog Garota It.




quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Maratona de Banca - Janeiro (Diana Palmer)



“Quando você sorri, o vazio desaparece.” (pág 73)





Ficha do Livro:

Título: Coração de Aço
Original: Iron Cowboy
Autor: Diana Palmer
Editora: Harlequin
Ano: 2008
Tipo: de banca
Linha do Tempo: Contemporâneo
Protagonistas: Sara e Jared

Sinopse:

O rancheiro Jared Cameron era um mistério para todos em Jacobsville.

E ele gostava das coisas como estavam. Apenas Sara, uma adorável livreira, se atreveu a invadir sua rivacidade...E informá-lo de que um livro sobre ogros seria bastante apropriado para um homem com sua personalidade.

Encantado com tamanha audácia, Jared decide seduzi-la... 
mas o relacionamento que floresce entre os dois logo leva Sara a um mundo secreto de intrigas... agora, o caubói de aço precisa se preparar para a luta de sua vida... e a guerra por seu coração.



Sara é uma garota que trabalha em uma livraria em Jacobsville, e tem um passado trágico que a gente só conhece no final do livro. Ela conhece Jared quando ele entra na livraria que ela trabalha e é grosso com ela instantaneamente, o próprio ogro, só faltava ser feio como tal.

Bem, não sou a maior entendida em Diana Palmer, então fui me informar melhor. E cheguei a conclusão que essa história segue o padrão Diana Palmer: mocinho arrogante, rico e mais velho (que muitas vezes parece um vilão pelo modo que trata os outros), mocinha mais nova, inocente/ingênua, virgem e adorada por todos menos pelo mocinho, e alguma trama internacional envolvendo assassinatos, seqüestros e o escambau.
Pois é, ainda não consegui decidir se gosto ou não deste modelo. Não me levem a mal, adoro mocinhos/heróis bad boys que se regeneram pela mocinha, amo de paixão.
Mas o Jared... não sei. Ele começou com ofensas gratuitas na primeira vez que viu ela, e na segunda e na terceira... e então, quase que do nada, BAM! eles ficam amigos (sério, eles estão conversando sobre um assunto emotivo, e então decidem ser amigos) e ele melhora, até a trata com consideração e carinho e se torna apaixonante. Mas Jared então decide seduzir Sara e se torna um homem das cavernas, e não quero nem comentar a primeira vez deles #comoassim que mais me pareceu ele violentando ela (virgem), depois disso o troglodita ainda xinga ela. E só nas últimas páginas ele pede desculpas por tudo, diz que a ama, e mostra para ela que sexo não é ruim (para vocês verem como foi uma experiência traumática para ela.) nas últimas páginas! Onde é que mostra ele se redimir? Lugar nenhum. Ou seja, não gostei dele.
Outra coisa, tudo bem que Sara era virgem, mas não precisava ser tão ingênua e ignorante sobre esse assunto. Século XXI, lembra-se?
Mas apesar de tudo isso, não sei explicar bem, eu gostei da história. Não de Jared, nem do romance. Mas a história é legal. Para quem conhece melhor Diana Palmer, vai rever diversos personagens que moram em Jacobsville, TX. Principalmente os tão famosos mercenários (estou muito curiosa para ler os livros deles, principalmente do xerife Cash Grier).
Agora, quem me conquistou foi Tony, aquele com estilo de assassino profissional que mais parecia com um gigantesco urso de pelúcia quando se conhecia ele. Será que ele tem sua própria história? E se tiver, será que é o mesmo fofo com sua prometida, ou se tornará um ogro também?

Balanço: Jared é um troglodita que merecia ficar com Max (a advogada). Sara a moça-mulher que tem uns quantos parafusos a menos quando se trata de Jared, e apesar de ela gostar/amar ele, acho que merecia coisa melhor. Romance não desenvolvido muito bem. Porque não estamos mais na pré-escola onde puxões de cabelo significam “eu gosto de você/quer ser minha nomorada?”.

O melhor: Tony, o Dançarino. Ou melhor, Tony danzetta. Sem sombra de dúvida. (só eu mesmo para achar o melhor de um romance o personagem coadjuvante, mas o que esperava? Ele seria o perfeito mocinho: super cuidadoso e fofo com a mocinha, e perigoso para os demais.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Desejos de Natal: Diversas Autoras



Ficha do Livro:

Título: Desejos de Natal
Título Original: Santa baby
Autoras: Jennifer Cruise, Lori Foster e Carly Phillips
Editora: Nova Cultural
Ano: 2006/2008
Tipo: de banca
Linha do Tempo: Contemporâneo
Protagonistas: Trudy e Nolan
                         Maggie e Eric
                         Antonia e Max


Sinopse:
Beijos ardentes...
Desejos secretos
Presentes especiais...
Um presente especial -- Jennifer Crusie
Trudy consegue encontrar o último boneco que seu sobrinho tanto quer para o Natal, jogado atrás de uma prateleira em uma loja de brinquedos, apenas para se ver envolvida num jogo de espionagem... e nos braços de um sensual agente secreto...
Revelações de Natal -- Lori Foster
Colegas de trabalho e secretamente apaixonados um pelo outro, Maggie e Eric têm de planejar juntos uma confraternização de Natal, e acabam descobrindo outro tipo de confraternização...
Sob a Magia do Natal -- Carly Phillips
A magia do Natal começa quando uma sensata advogada, decidida a seduzir seu chefe, beija por engano o irmão gêmeo e lhe dá um beijo que o deixa ansiando por mais...

Uma resenha de Natal atrasadinha... Gostei muito deste livro. Normalmente eu não leio coletâneas, ainda mais da Nova Cultural, porque a probabilidade do livro estar estraçalhado não é pequena, mas vi a resenha dele que a Tonks do Romances in Pink fez, e quando eu vi ele no sebo, eu tive que comprar. Ainda bem que eu fiz isso.

A primeira história, Um Presente Especial, foi a mais chata. Achei a história boba demais, e o romance fraco. Trudy está à caça do último boneco do Major MacGuffin que deve existir na cidade em plena véspera de Natal para poder dar para seu sobrinho para que ele continue acreditando na magia do Natal. Nesse meio tempo ela se envolve numa trama de espionagem mundial, com um espião que ela conhecia como professor. Ela faz de tudo para manter o boneco com ela, mesmo quando sua vida está em perigo. Achei muito boba a história, e o romance fraco. E pensar que na edição original em inglês essa era a principal história, com as outras duas como bônus... Vai ver no original ela era mais completa e desenvolvida...

Já a segunda história, Revelações de Natal, foi muito legal. Primeiro que ela é ohmeudeuscomoestáquente tipo de hot. Não lembro de ter lido nenhum livrinho de banca tão quente, esse mais parece que foi uma edição da Ellora’s do que um Sabrina. Nessa história conhecemos Maggie e Eric. Ela é a dona da empresa, que recém assumiu o posto de diretora com a morte do pai. Eric é um dos diretores principais, e todos supunham que ele iria assumir a direção geral. Eric sempre foi atraído pela filha do chefe. Maggie sempre teve uma monstruosa atração por Eric. Mas tem um porém, além de ela ser a chefe, ela é quase 10 anos mais nova que Eric. Eu amei essa história. Achei super divertida, além de hot demais. Parece que não tem um momento sequer que não seja hot, mesmo no meio do drama, do romance e do humor.

Sob a Magia do Natal nos traz Antonia, uma advogada certinha demais, que sempre batalhou demais no campo profissional e deixou o lado emocional de lado por muito tempo. Então ela se promete que até o fim do ano terá uma noite especial com seu “chefe”, porque ela não quer relacionamentos sérios exatamente como ela, e depois ela já está indo para uma outra filial da firma. Mas o que acontece é que na noite de Natal, ela acaba beijando o irmão errado embaixo do visgo (para quem não sabe, no hemisfério norte eles têm uma tradição de que se um casal parar debaixo de um ramo de visgo deve se beijar – e o visgo é uma decoração tradicional do natal). Mas será que foi realmente o irmão errado? Adorei demais. Essa também é hot, mas não tanto quanto a outra, mas o romance dessa história é bem fofo junto com as cenas super hot. Destaque para o jogo de bilhar.

No geral, adorei este livro. O clima natalino é fantástico, eu podia praticamente enxergar e sentir o clima, a neve... Aiaiaia... porque Papai Noel não me trouxe um Eric ou um Max????? Será que eu fui uma menina muito má?


Beijos!
E aproveitou para desejar a todos um ótimo Ano Novo!!! Com muito romance e coisas boas, e que se tudo correr bem será melhor que 2010!!!!


Segunda resenha escrita para o Desafio de Férias, promovido pela Pam do Garota It. Novamente deixo tudo para a última hora. Vamos ver se sou um pouco mais responsável mês que vêm.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Maratona de Banca - Dezembro (Sedução)


Oh my... quase não cumpro o prazo. E o pior: li esse livro no começo do mês, só faltava sentar e escrever a resenha. Well, well, well... o que dizer, mais uma vez escolhi para a maratona uma paixão minha: cowboys!!! Esse livro, quando eu vi ele no sebo no começo do ano, eu quase não o escolhi para a maratona porque eu queria já ler ele naquela hora mesmo. O que eu fiz? Escondi ele até dezembro. Segue resenha do livro....

MEIGA SEDUÇÃO – SYLVIE KAYE 



Ficha do Livro:

Título: Meiga Sedução
Título Original: Never Dare a Cowboy
Autora: Syvie Kaye
Editora: Nova Cultural
Ano: 1998/2006
Tipo: de banca
Linha do Tempo: Contemporâneo
Protagonistas: JT e Amanda

Sinopse:
Quando os opostos se atraem... 
JT Cutter lamenta o dia em que decidiu alugar alguns dos chalés de sua fazenda para hóspedes... Principalmente para alguém como Amanda Martin, uma jovem linda, mas impossível de conviver. Além de deixar claro que não gostava de JT e de seu querido cavalo de estimação, ela era de um atrevimento inacreditável! Ah, como JT gostaria de vê-la jogar suas delicadas e femininas malas naquela caminhonete cor-de-rosa e desaparecer para sempre numa nuvem de poeira...
Mas o desejo de JT estava longe de se realizar, porque Amanda não arredaria pé dali tão cedo! Aquele caubói podia ser teimoso demais para perceber que ela gostava dele, sim... mas Amanda não desistiria enquanto não o fizesse enxergar o óbvio. Mais que isso... Na verdade, ela tinha um plano infalível para fazer aquele homem implacável, porém charmoso e irresistível, apaixonar-se perdidamente por ela!



Amanda está fugindo de um escândalo na cidade onde mora e resolve alugar uma cabana em uma fazenda no Colorado por um mês. Ficar longe de tudo e todos e relaxar. O que ela não esperava era que o dono da fazendo era o cowboy mais hotgostosotudodebom que ela já tinha visto.


Amanda ergueu o olhar e deparou-se com pernas musculosas envoltas numa calça jeans justa, com um cinto prateado em cuja fivela havia as iniciais JT. Levantou um pouco mais os olhos e avistou uma camisa jeans aberta no colarinho, revelando pêlos escuros e uma pele bronzeada. Amanda teve de inclinar o pescoço para trás a fim de ver o rosto sombreado sob um chapéu de caubói. (página 6)
Essa é a primeira vez que ela o vê. Nós nem vimos seu rosto ainda, e já estamos babando, não é?

Então, o que acontece é que JT estava com problemas financeiros na fazenda, e resolveu alugar uma cabana, mas quando ela chega, ele já tinha resolvido problema e tinha se arrependido de alugar sua fazenda, mas JT é um homem de palavra e nunca voltaria atrás. O que ele faz? Decide ignorá-la e continuar a vida como se ela não estivesse ali.

Mas não é tão fácil assim. A atração cresce numa medida desenfreada.

Mas JT, que além de ser hotgostosotudodebom, não quer saber de romances passageiros com turistas que irão embora no fim do mês. Ele já teve uma decepção e não quer repetir a dose. Por isso ele tenta evitar ela a todo custo. O que é um pouco difícil com o amigo casamenteiro que ele tem e vive empurrando ela para cima dele. Destaque para a cena do hotel quando ela está bêbada *-*

Amanda, apesar de ter não uma quedinha, mas sim um penhasco por JT, evita um contato maior por diversos motivos. 1. Ele é ambivalente, uma hora super simpático, no momento seguinte praticamente a ignora (não se preocupem me lovelies será explicado porque). 2. Tem uma mulher lá, e Amanda não sabe exatamente que papel essa mulher ocupa na vida de JT.

As cenas são hilárias. Super divertidas. O livro é hot. Com cenas maravilhosas, que além de quente são românicas... awww... os personagens são figuras a parte. Você realmente torce para eles se acertarem. Eu quase fiquei com raiva dela e dele em uma hora, quando pensei que todos os clichês desses livros se repetiriam, onde ela vê algo que não gosta, e nem dá chance para o mocinho explicar. Mas resolvido rapidamente também.

E finalmente, o plano do JT para convencer ela de que ela ama ele? Muito divertido, apesar de que nota-se que foi um homem que pensou naquilo... Enfim, adorei minha escolha!!! Recomendo esse livro para quem quer ler algo leve, divertido, fofo e com cenas hot.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Um Amor de Cowboy - Rebecca Winters





Ficha do Livro:

Título: Um Amor de Cowboy
Título Original: Kit and the Cowboy
Autora: Rebecca Winters
Editora: Nova Cultural
Ano: 1997
Tipo: de banca
Linha do Tempo: Contemporâneo
Protagonistas: Kit e Jarod

Sinopse:

Quem poderia imaginar que Kit teria seu proprio anjo da guarda ... e que ele usaria botas, chapeu de cowboy e esporas?

O fazendeiro Jarod Banning salvou a vida de Kit, oferecendo a ela um lugar para esconder-se!
Durante semanas, alguém a atormentava com bilhetes anônimos e ameaçadores. A policia não tinha pistas e por isso Kit decidiu desaparecer.
Foi assim que conheceu Jarod Banning. Jarod podia ser medico em tempo integral e fazendeiro nas horas de lazer, mas sem duvida era um homem por inteiro!
Kit o conhecia havia menos de 24hs e já o considerava a única pessoa digna de sua confiança.
Nos braços de Jarod, sentia-se segura, porem agora enfrentava um diferente tipo de perigo: apaixonar-se por um herói que estava fora de seu alcance.



 Não gostei muito da história. Sabe quando a gente começa a ler esperando uma coisa, e no fim acaba sendo outra totalmente diferente? E para pior? Pois é, foi essa a sensação que tive.
Estava esperando um romance com cowboy. Romance nem aparece no livro, e cowboy? Jarod tem uma fazenda, mas isso não faz dele um cowboy, pois na realidade ele é médico em tempo integral, e nem usa chapéu de cowboy. Que sem graça....
Na história Kit, que estava fugindo de um louco que a está perseguindo, mas ela nem sabe quem é, acaba machucada e no consultório do doutor. Ele ajuda ela, e descobre que ela é a pessoa desaparecida que está nas notícias, então ele resolve dar uma de bom samaritano e ajudá-la, ou seja, contrata ela como sua secretária (vale saber que ela é uma engenheira química) e pede ajuda a um amigo investigador para dar uma olhada no caso.

E essa é a história. Nós vemos Kit meio que sonhando acordada com o Jarod, e dizendo para si mesma que ele nunca vai querer nada com ela, ainda mais quando a viúva do irmão fica dando em cima dele. E é isso.
Romance? Palavras bonitas? Cenas mais quentes? Beijos?
Não existe. Parece mais uma tentativa de mistério (com quem está perseguindo Kit) do que um romance. Não gostei. Super decepcionante.


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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Maratona de Banca - Novembro (Cowboy)



Cowboys... aiaiai... Eu adoro esse tema, como já tinha dito na última resenha. Eu não consigo entender, mas esses cowboys de papel me fazem suspirar... então, não é à toa que estava meia ressabiada com o livro que eu escolhi. Afinal, sempre que vamos com maiores expectativas, acabamos decepcionadas. Esse era o meu medo ao ler...

MEU QUERIDO COWBOY – SUSAN FOX


Meu Querido Cowboy (The cowboy wants a wife!) - Susan Fox
Protagonistas: Melissa e John Dalton
Nova Cultural 1996
Sinopse:

Naquelas férias, ela descobriu um amor para toda a vida!
Eles não têm nada em comum... mas são perfeitos um para o outro!
Ela tem um Porsche, ele dirige um jipe... Ela é uma socialite e mora em Hollywood, ele é um rancheiro rude que despreza o glamour e preferira morrer a usar um smoking!
Há um abismo entre Melissa e John Dalton Hayes. É compreensível, portanto, que ele não veja com bons olhos a perspectiva de hospedar Melissa em sua.casa. Mas, como os opostos se atraem, cada vez que começam uma discussão, eles terminam se beijando!


Minha primeira reação ao terminar o livro: aww, que fofo. (*.*)

Mas vamos por partes, como diria nosso amigo Jack (o estripador).
Esqueça tudo o que leu na sinopse. O livro não é assim. O título? Na tradução ficou legal, mas o original também não tem nada haver.
Mas com certeza esse livro não me decepcionou.

John Dalton (J.D.) é um cowboy um tanto rude, que teve uma baita decepção amorosa com uma garçonete que queria ser estrela de cinema. Quando se separaram ela ficou com um terço do rancho dele, o rancho que estava na família há gerações. Ou seja, ela está mais do que ressabiado com um rostinho bonito que vem de Hollywood. E ele certamente não está querendo uma esposa.
Melissa é uma socialite. Mas isso com certeza não a define com justiça. Ela é a filha adotada de um casal de artistas famosos, mas que realmente nunca deram muita bola para ela, nem atenção, nem amor, nem porcaria nenhuma. Ela estava ali para mostrar que os artistas eram humanos e tinham adotado uma menininha pobre (o que me faz questionar vários desses artistas adotando crianças pobres...). Ou seja, apesar de linda e rica, Melissa é um tanto insegura.

Ela, então, por motivos que logo ficam claros no livro, mas que não vou contar para não perder a graça, compra aquele terço do rancho e resolve se mudar para lá. É óbvio que John Dalton não vê isso com bons olhos, mas sabe que a riquinha da cidade, a estrela não vai agüentar muito tempo do trabalho duro de um rancho, e ele com certeza não vai facilitar a vida dela. Nesse momento, é de se pensar, que cara mais irritante, ainda mais quando ele pensa que quando resolver se casar novamente, quer que a única ambição da futura esposa seja criar os filhos deles.
Blergh! Que machista!!!!
Mas à medida que vamos o conhecendo, vemos que ele faz essa fachada toda, mas na realidade é um manteiga derretido, com um forte senso do certo e do errado. Eles se tornam amigos, até mesmo mais amigos do que o que eu li para a maratona passada. Como eu disse, ele é fofo. Espere só até a cena das picadas de abelha. *-*
No quarto, J.D. a colocou no chão e pediu que vestisse um vestido folgado enquanto ele telefonava e pedia que o médico ficasse preparado para recebê-la.
Melissa sorriu.
- Sou tão irresistível assim que o médico tenha necessidade de se preparar para me ver?
j.D. olhou para ela antes de sair do quarto, beijou-a rapidamente na boca e lhe falou de um jeito de tirar o fôlego.
- Ninguém me preparou, mas estou descobrindo que o elemento surpresa faz parte do prazer.
Melissa também não é nenhuma estrelinha. Muito pelo contrário. Ela adora a vida no rancho e trabalha junto com os homens, cuidando do gado e outros afazeres. Como se você a vida que tivesse levado desde sempre.

Tem alguns pontos do livro que eu fico meio assim. Não só desse livro, porque essas coisas acontecem em outros, mas me fazem pensar.
A guria tem 23 anos, é rica e pode fazer o que quiser. Ela compra parte de um rancho, que só tem uma casa, e resolve ir morar lá, na mesma casa que o outro proprietário mesmo sem conhecê-lo. Hello-o!! Isso é perigoso! Crianças, meninas! Não façam isso em casa!

E como assim, do nada, ela amava ele?
Não sei, não vou julgar, porque é capaz de o livro de sido editado pelas mãos cruéis da Nova Cultural, então posso ter perdido diálogos que mostram isso. Mas no desenrolar, fica claro porque eles estão apaixonados, como isso foi acontecendo. Como eles vão se entendendo.
Mesmo o livro não sendo como a sinopse, que parece que Melissa é uma patricinha que resolve ir para o campo tentar mudar a vida de J.D. de pernas para o ar, é muito legal.

Muito legal também é o motivo que a levou a comprar aquela parte do rancho, e como esse “mistério” que não é mistério é resolvido.
Não tem cenas hot. Mas como o livro é uma graça, ele não faz tanta falta, só um pouquinho.
É muito engraçado como ele a chama de Hollywood, e até tenta fazer pouco caso dela mas não consegue. E como ela nota isso, e fica flertando com ele só para provocá-lo. 

Enfim, gostei muito do livro...

E já tenho outros livrinhos de cowboy para ler na minha pilha...

P.S.: Pois é... nem Jasper e nem Sawyer me decepcionaram... Estou feliz da vida!

Capa Original: 
* não gostei muito...

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